07-03-2017

Endometriose: Saiba mais sobre a doença!

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou dados alarmantes, cerca de 180 milhões de mulheres no mundo sofrem de endometriose. No Brasil, a doença afeta de 10% a 15% das mulheres em fase reprodutiva, ou seja, cerca de 7 milhões de brasileiras.

Mas afinal, o que é a endometriose?

A endometriose é uma doença inflamatória que ocorre quando o tecido que reveste o útero (conhecido como endométrio), se expande fora dele, chegando a lugares onde não deveria crescer, como nos ovários e na cavidade abdominal. Esse distúrbio pode surgir a partir da primeira menstruação, e por isso, recomenda-se também atenção às adolescentes. 

Ainda não se conhece exatamente o porquê a endometriose se desenvolve, mas é sabido que fatores imunológicos, genéticos e hormonais estão associados ao surgimento doença. Clinicamente, na maioria dos casos, 44% das mulheres levam cerca de cinco anos reclamando sobre dores e desconfortos até chegar o diagnóstico definitivo.

A endometriose é uma das principais causas de infertilidade e não tem cura, porém, existe tratamento, e com o diagnóstico precoce é possível ter controle sobre a doença e até pensar em gestação.

Mulheres que passam mais de um ano tentando engravidar e não conseguem podem ter endometriose devido à alteração nas trompas (obstrução), ovulações imperfeitas, piora na qualidade dos óvulos ou à presença de agentes inflamatórios que dificultam a fecundação do óvulo.

O problema ocorre quando o tecido que reveste a parede interna do útero cresce também fora do órgão e isto causa dificuldade de implantação do embrião. Os problemas para engravidar podem vir da obstrução tubária, nas trompas, da endometriose provocar a produção de substâncias que vão dificultar a implantação do embrião ou levar a morte dos espermatozoides, entre outras complicações. Felizmente, a endometriose possui tratamento que irá possibilitar a gestação.

Com o diagnóstico precoce, elas têm opções de tratamento que minimizam os impactos no bem-estar diário e possibilita a programação de uma gravidez com tranquilidade. Em caso de diagnóstico tardio, as trompas, que são responsáveis por conduzir o óvulo ao útero, podem ser comprometidas e os hormônios e o sistema imunológico alterados, dificultando uma gravidez. 

Sintomas

  • Dores pélvicas, assim como durante a relação sexual;
  • Menstruações dolorosas;
  • Fluxo intenso e alterações no hábito intestinal (diarreia ou obstipação) e urinário indicam a possível presença dessa patologia.

Maternidade e tratamento

Segundo dados da Febrasgo, de 30 a 50% das mulheres com endometriose podem ter dificuldade de engravidar, mas apesar da complexidade da doença, para as que sonham em realizar o desejo de serem mães, é possível. Entre as opções de tratamento clínico mais utilizadas está o uso de pílulas contraceptivas orais que reduzem a cólica menstrual e a dor pélvica. No Brasil, é possível encontrar o dienogeste, primeiro tratamento clínico de longo prazo, ministrado por via oral com dose única diária, indicado especificamente para endometriose.

Assim como a maioria das questões relacionadas à saúde da mulher, a melhor forma de prevenir o agravamento da endometriose é com a conscientização para que se chegue ao diagnóstico precoce. Embora ainda não exista a cura da doença, o tratamento disponível possibilita uma rotina com qualidade de vida, bem-estar e planejamento familiar para a realização da maternidade. 

Está tentando engravidar e tem a doença? Agende uma consulta com um de nossos médicos especialistas para definir a melhor abordagem no seu caso. 

Nossa Clínica está localizada na Avenida das Américas, 6.205 / Sala 305 – Edifício MD.X – Barra da Tijuca . O horário de funcionamento é de segunda à sexta feira, de 8h às 21h.

Telefone para contato: (21) 2493-0758, ou deixe uma mensagem aqui

2 comentários em “Endometriose: Saiba mais sobre a doença!

    • Luciana Erthal says:

      Olá Alessandra! De acordo com a Agência Nacional de Saúde, os tratamentos com reprodução humana assistida não fazem parte do rol de procedimentos com cobertura pelos planos de saúde. No entanto, os planos e seguradoras de saúde podem reembolsar suas despesas com consultas, dependendo do tipo de plano contratado.

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