31-05-2017

A Influência do Tabagismo na Fertilidade

Fumo e Infertilidade

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), 428 pessoas morrem todos os DIAS no Brasil por causa do tabagismo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o uso do tabaco acarreta, aproximadamente, 5 milhões de mortes por ano, ou seja, 10 mil falecimentos por dia. No Brasil calcula-se que 17,4% da população é fumante, sendo que a maioria é adolescente. São 2,7 milhões de consumidores de cigarros que tem idade entre 12 e 17 anos.

Cada vez mais são realizados estudos que medem os efeitos do fumo na saúde, e frequentemente são descobertos novos malefícios. Os problemas já comprovados são, principalmente, as doenças cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite), a infertilidade e outras. Além destas, o cigarro é considerado o veneno reprodutivo mais potente do século. Diversos estudos vêm comprovando seu efeito deletério sobre a saúde reprodutiva tanto masculina quanto feminina.

A fumaça do cigarro contém centenas de substâncias tóxicas, entre elas a nicotina, monóxido de carbono, polônio radioativo, alcatrão, colesterol, fenol, ácido fórmico, ácido acético, chumbo, cádmio, zinco, níquel, benzopireno e substâncias radioativas, as quais afetam a função reprodutiva em vários níveis, como a produção dos espermatozoides, motilidade tubária (importante para a captação do óvulo que sai do ovário no momento da ovulação), a divisão das células do embrião, formação do blastocisto (embrião com mais de 64 células) e implantação.

Mulheres fumantes também podem apresentar maior incidência de irregularidade menstrual e amenorreia (falta de menstruação). Além disso, a menopausa ocorre de um a quatro anos antes em fumantes se comparados aos não fumantes. A química contida na fumaça do cigarro parece acelerar a destruição de óvulos e consequente perda da função reprodutiva.

Durante a gestação o fumo também é altamente prejudicial. Substâncias provenientes da fumaça de cigarro se podem se ligar a frações do DNA provocando lesões pré-mutacionais. Os danos ao DNA aumentam a incidência de abortos, defeitos físicos e alguns autores sugerem até aumento dos casos de trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down).

A ASRM (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva) publicou os seguintes efeitos do cigarro sobre a fertilidade:
– Homens e mulheres fumantes tem chances 3 vezes maior de sofrerem de infertilidade quando comparados àqueles que não fumam.
– Tentando estabelecer uma relação causal, os estudos atuais mostram que 13% da infertilidade feminina pode ser atribuída ao cigarro. Lembrando que, 10 cigarros por dia já são o suficiente para prejudicar a fertilidade.
– Mulheres tabagistas crônicas entrarão mais cedo na menopausa (um a quatro anos antes), o que pode ser atribuído à aceleração da diminuição do estoque de óvulos.
– O hábito de fumar está associado a um aumento no risco de abortamento (aumenta em até 27%) e gravidez ectópica (gravidez nas tubas).
– O cigarro na gravidez prejudica a fertilidade do filho homem.
– Filhos de mães fumantes tem dificuldade no aprendizado escolar.
– Filhos de pais fumantes tem maior chance de câncer.
– Mutação genética é um possível mecanismo pelo qual o cigarro pode afetar a fecundidade e a função reprodutiva.
– Estudos científicos demonstraram que mulheres fumantes necessitam de duas vezes mais tentativas de Fertilização in Vitro que as não fumantes, além de necessitarem nos tratamentos uma quantidade maior de medicamentos.
– Homens que fumam tem muito mais espermatozoides anormais que os não fumantes e a porcentagem de espermatozoides anormais esta diretamente ligada ao número de cigarros fumados por dia.
– Fumantes passivos (tanto homens como mulheres) com exposição excessiva ao cigarro também têm maior incidência de todas as alterações descritas acima.

 

Além de todos os outros motivos já citados, se você está planejando engravidar, é muito importante que primeiro pare de fumar. Confira AQUI algumas dicas do INCA, o jornal Estadão publicou, 

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