40 anos desde o primeiro bebê de Fertilização in Vitro

Hoje, dia 25 de julho, o mundo comemora o nascimento do primeiro bebê gerado pela técnica de fertilização in vitro (FIV).  Louise Brown nasceu na Inglaterra, e hoje comemora 40 anos de idade! A partir deste marco ocorreram diversos avanços no âmbito da reprodução humana assistida ao longo dos próximos anos.

No Brasil, primeiro país da América Latina a utilizar a técnica, teve o primeiro nascimento de uma criança proveniente da FIV em 1984, a criança é considerada a 700ª gerada por meio desse método.

 

Mas afinal, o que é a FIV?

A fertilização in vitro (FIV) consiste em promover o encontro do óvulo com os espermatozoides fora do organismo feminino, em laboratório. Em condições normais, isso ocorre em uma das trompas. O papel da FIV é mudar esse local, quando o encontro não ocorre da maneira adequada.

Quais são os tipos de fertilização:

FIV convencional

Os espermatozoides são colocados junto aos óvulos em um ambiente que simula as trompas e a fertilização acontece espontaneamente.

ICSI

Do inglês Intra Cytoplasmic Sperm Injection, a ICSI consiste na injeção de um espermatozóides dentro do óvulo, quando sabe-se que não é possível ou é mínima a chance do espermatozóide fertilizá-lo por conta própria.

 

Indicações para o tratamento

Apesar de ter sido inicialmente idealizada para tratar problemas tubários, a FIV se estendeu para uma série de outros fatores de infertilidade:

  • Obstrução tubária – Quando as trompas estão obstruídas, deve-se encontrar um local para o encontro do óvulo com os espermatozóides. Para isso, é necessário que os óvulos sejam retirados dos ovários antes da ovulação – e assim não se percam dentro do organismo da mulher – e colocados junto aos espermatozóides em um ambiente fora do organismo, mas que simula as condições das trompas.
  • Todos os fatores com indicação de inseminação intrauterina, mas que não se resolveram pela técnica.
  • Quando algum fator inaparente está interferindo na fertilização é possível se recorrer à FIV.
  • Fator masculino severo – Em alguns casos, o número, a motilidade e/ou a quantidade de espermatozoides com forma normal está muito reduzida e não é possível obter o número adequado de espermatozoides (ver mair em capacitação espermática) para que ocorra a fertilização dentro do organismo da mulher (in vivo). Quando esta quantidade é tão pequena que os espermatozoides não conseguem fertilizar os óvulos in vitro, espontaneamente, é necessária a ICSI.
  • Endometriose severa – Os distúrbios na fisiologia e anatomia do aparelho reprodutor feminino podem ser tão importantes que tornem impossível o encontro do óvulo com o espermatozoide, dentro do organismo, para a formação de um embrião saudável.

E como ocorre o tratamento?

O tratamento por FIV / ICSI consiste em estimular os ovários a produzirem mais óvulos no ciclo ovulatório de tratamento. Este ciclo é totalmente controlado pelo médico, que orienta a paciente sobre cada medicação a ser utilizada. O preparo dos ovários para a retirada dos óvulos dura aproximadamente 13 dias e é monitorado por ultrassom quatro ou cinco vezes nesse período.

O ultrassom informa ao médico o tamanho dos folículos (estruturas dentro dos ovários, onde crescem os óvulos) e a qualidade do endométrio (parte interna do útero em que o futuro embrião irá se implantar e se desenvolver, durante a gestação). O tamanho dos folículos está relacionado à maturidade dos óvulos, que têm um momento certo para serem fertilizados pelos espermatozoides. Desta forma, o ultrassom orienta o médico sobre o momento correto da retirada dos óvulos.

 

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