Pesquisa mostra que homens desconhecem hábitos que afetam a fertilidade

Vida_16.01.08_jpgHomens não sabem que envelhecer, beber muito e ser obeso pode reduzir sua fertilidade, de acordo com uma pesquisa realizada no Reino Unido. Os dados são surpreendentes: quase metade dos entrevistados (49%) não estava ciente de que o esperma sofre falhas genéticas com a idade; um em cada três entrevistados afirmam não saber que o excesso de álcool pode afetar a fertilidade e 46% desconhecem os riscos de ser obeso. Além disso, 33% dos homens fumavam regularmente, hábito que reduz a qualidade do esperma, e 55% deles não sabem que doenças sexualmente transmissíveis podem afetar sua fertilidade.
O espermograma ou avaliação seminal é muito importante. Trata-se de um exame simples e indolor que permite avaliar importantes parâmetros do sêmen, como o volume, a concentração e a qualidade dos espermatozoides, a presença de células inflamatórias, entre outros. O resultado deste exame ajudará o médico a decidir qual o melhor tratamento para o casal. Quando há alterações, as causas podem ser investigadas através de dosagens hormonais, ultrassom, biópsia e exames genéticos.
Diversos fatores podem oferecer risco para a fertilidade masculina, causando alterações no funcionamento do aparelho reprodutor e/ou prejudicando a produção de espermatozoides, mas o desconhecimento dessas causas ainda é alto. Podemos citar algumas doenças crônicas (diabetes melito, arteriosclerose, insuficiência renal), doenças infecciosas (DSTs, tuberculose, hanseníase), varicocele (veias aumentadas ao redor do testículo), alguns medicamentos (imunossupressores, esteroides anabolizantes, álcool e drogas ilícitas, agentes quimioterápicos), tabagismo, desnutrição, prática de exercícios exagerada, radioterapia, fatores ocupacionais (calor, exposição a metais pesados), fatores genéticos e outros. Identificar estes fatores e corrigir os hábitos de vida é fundamental para qualquer indivíduo que esteja querendo ter filhos. Embora não haja comprovação científica, suplementos como vitaminas E e C, ácido fólico, zinco, selênio, ômega 3 e outras com função antioxidante podem melhorar a qualidade dos espermatozoides.
De acordo com Maria Cecília Erthal, diretora médica do Vida – Centro de Fertilidade, muitos estudos já provaram que os hábitos alimentares também têm impacto na qualidade dos gametas. De acordo com a diretora, o excesso de peso, acompanhado pela carência de nutrientes, prejudica a formação de óvulos e espermatozoides. “Hormônios que atuam tanto no sistema reprodutor dos homens quanto no das mulheres precisam de gordura em níveis equilibrados para desempenhar o seu papel pelo organismo. Quando há sobrepeso e, muitas vezes como consequência, alteração do colesterol – alto demais ou muito baixo -, metabolismo desregulado interfere diretamente na produção de esperma”.
A doutora Maria Cecília lembra, ainda, que normalmente o colesterol alto está relacionado com a obesidade, reconhecidamente um dos fatores de risco para a dificuldade de engravidar. A diretora recomenda evitar excessos na alimentação, como frituras e açúcares, e recomenda o consumo de alimentos ricos em fibras, como aveia, para controlar o peso e reduzir os níveis de colesterol do sangue.
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